sábado, abril 07, 2007

AVISO!

Os Morangos e Chocolate mudaram de residência.
A nova casa é mais modernaça e consideravelmente menos calórica.
A nova morada aqui do "barraco" é:
Por lá vos espero!
**Bzz

domingo, março 04, 2007

Correspondência epistolar

"Escrever é sempre dizer por extenso. (...) a passagem à escrita, mesmo que gerada num impulso, implica uma certa solenidade. Verba volant scripta manent, as palavras esvoaçam e a escrita permanece (...). Ao escrever, estamos mais empenhados, somos mais definitivos, ficamos mais comprometidos. O escrito é como um freeze frame, imobiliza um momento histórico, um determinado espírito, uma força ou fraqueza do instante"
Pedro Mexia, in "Primeira Pessoa"

Recordam-se da última vez que escreveram ou receberam uma carta manuscrita?
Pois é. As caixas de correio electrónicas vieram imediatizar a troca de correspondência entre nós humanos.
Reconheço as virtualidades desse imediatismo, da resposta célere, mas, tal como o saborear de um livro nas mãos, também a carta manuscrita tem um encanto particular: o ritual da escrita à mão, de colocar as folhas dobradas num envelope, de o selar, a caligrafia do remetente, o papel tocado por ambos (remetente e destinatário), o abrir do envelope, o desdobrar do papel e o sentir o outro ali, nas nossas mãos, nas palavras que assim permanecem.
O imediatismo na resposta é bom, sem dúvida.
Et pourtant...
Ninguém me tira o prazer de, chegar a casa, abrir a caixa de correio e, no meio das contas e dos extractos bancários, ver uma carta de alguém que me é querido.
Guardo-as todas. Cada uma delas.
São tesouros que só quem gosta verdadeiramente das palavras sabe dar valor.

sexta-feira, março 02, 2007

Exemplos a seguir


"Be more splendid, more extraordinary. Use every moment to fill yourself up."
Oprah Winfrey

Nascida em 1954, no Mississipi, é vítima de abuso sexual desde cedo, até que decide fugir de casa com treze anos de idade. Acaba por ir viver com o pai em Nashville. Estuda, cresce, faz as pazes com o seu passado e, hoje, é uma cara por todos reconhecida. Tornou-se a primeira milionária afro-americana e a revista Time integrou-a no ranking das “100 Most Influential People of the 20th Century”.

Honra seja feita. Levante-se-lhe o chapéu, que merece!

E, sobretudo, sigamos os seu conselho, que é a forma da humanidade tornar este mundo bonito.

quinta-feira, março 01, 2007

Quotations



"As we look deeply within, we understand our perfect balance.
There is no fear of the cycle of birth, life and death.
For when you stand in the present moment, you are timeless."

Rodney Yee

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Do olhar


Quem me conhece bem sabe que trabalho nunca foi coisa que me assuste. E ter trabalho até mais não, ao invés de me aterrar, estimula-me pois provoca-me uma adrenalina fantástica de querer pôr tudo a mexer. O dia voa no meio dos inúmeros afazeres e os momentos de repouso são, como tal, muito compensadores.

É este o meu estado actual.
Estava eu embrenhada entre um parecer que tem hoje de ser enviado (sem falta, que os prazos são para se cumprir), dois telefonemas e um "Dra. Este processo está consigo?", mais a conta do outro que tem de sair, aparece-me um papel à frente com uma encomenda de Portugal para ir levantar aos correios.
Ok. É o casaco de caraculo, já há muito prometido pela minha progenitora... Raio de timming, que aqui estão 24º de temperatura! Paciência...O casaco que me dava um jeitão fará a sua estreia no próximo Inverno - pensei eu (de que, como diria o outro)

À hora de almoço lá vou eu de papelinho em punho para a estação dos correios (um edifício lindíssimo no centro de Macau, onde quase todos os funcionários - ainda - falam português) e eis o meu espanto quando me apercebo que, afinal, a encomenda não era o dito casaco. Esse deve chegar no pino do Verão, não é mãezocas?! ;-)

Um livro.

O "Cemitério de Pianos".

Autografado pelo autor: "Para a Bi, a música das palavras, a música do sentido das palavras e a estima de José Luís Peixoto"

E, mais precisoso ainda, com a dedicatória de um GRANDE amigo que trago no coração.

Helder, meu querido, esta foi a melhor forma que encontrei de te agradecer, de te dizer que te adoro e de que "aquele" olhar (o tal que transmite palavras) me voltou :-)

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Coisas desta terra...


Algo que sempre me intrigara é o facto de, nos parques de estacionamento aqui do burgo, alguns dos carros terem sempre o limpa pára-brisas levantado.

"Manias!" - pensava eu.
Hoje, porém, o mistério desvendou-se.
Chegada de manhã no meu super-carro, que não é um Lamborgini, mas para mim é como se fosse, estaciono e eis que vejo um casalinho todo "armadilhado" de baldes, escovas e mil-e-um-apetrechos de limpeza automobilísticos a lavar um dos muitos carros ali aparcados.
Ora, como o meu até estava sujto, resolvo celebrar logo ali um contrato de prestação de serviços para que também ficasse um brinquinho, como merece.
"Kei-to-chin?", "Yi-sap man". Ok. 20 pataquitas.
Saco da carteira, mas a mulher não parava de gesticular, de me escrever caracteres como se eu soubesse lê-los, numa ânsia deseperada de me dizer algo.
("Raios, que nunca mais celebro o contrato..." - pensava eu para os meus botões)
Socorro-me, então, do telemóvel e de quem conheço que fala cantonês e português para me acudir e, finalmente, lá percebi o motivo de tanto gesto. É que a dita senhora queria explicar-me que se eu pagasse 200 patacas, durante um mês inteirinho, todos os dias, ela e o companheiro, me deixariam o bólide a brilhar.
200 patacas, para quem não saiba, equivalem, mais coisa menos coisa, a 20 euros.
20 euros?!! Isso é o que me custa UMA lavagem em Lisboa!
No final do dia, chegada ao meu carro com alma de Lamborgini, lá estavam os limpa pára-brisas no ar e o meu pó-pó a brilhar.
Agora, digam-me lá, como é que eu não hei-de gostar desta terra?!

domingo, fevereiro 25, 2007

Design

No que toca a decoração, gosto de "minimalismo".
Não há cá biblôts, rocó-cós, ou motivos florais tipo "Laura Ashley" que me cativem. Gosto de linhas direitas, muito simples, buscando o abuso do espaço envolvente, ocupando-o apenas com o mínimo indispensável. Uma peça bonita precisa de espaço para que a sua beleza se revele. Eis o mote.
Este estilo tem sido, porém, muitas vezes, acusado de "frio" ou "impessoal" e, por vezes até, categorizado de "masculino". Pois, seja. Quero lá saber! Gosto e isso basta-me.

Hoje, foi dia de shopping "mobiliário".
Lá foi a boa da Bzz ao panguiau chinês encomendar uma cama (que estas do IKEA são muito práticas, muito funcionais, muito baratas e uma bela de uma bodega). Passada uma boa hora com desenho atrás de desenho, gestos e umas boas risadas, lá ficou a dita encomendada, com entrega ao domicílio garantida. Atrás da cama, eis que desenho a cómoda, o armário e a estante - que hoje estava inspirada!

No meio de tanto desenho, o chinês só dizia, "o-lenga, o-lenga", ou seja, "bonito, bonito".

E, pronto.
Com esta tirada, eis-me com o trunfo na negociação do preço: eu dou-te o "design" e tu fazes preço de amigo... oklah? Ai, ai... can not, can not.... mas, no final, lá vim eu com os meus móveis minimalistas encomendados com o preço de amigo, comme il faut.

E giros que são!

Tenho de reconhecer, que isto de viver em Macau tem, de facto, as suas vantagens...