Terça-feira, Maio 31, 2005
Segunda-feira, Maio 30, 2005
Gracias!
"Erotismo na Cidade"
Um blog descoberto, por um puro acaso, e pelo qual a minha paixão virtual nasceu num ápice.
Por lá, neste momento, o post entitula-se "Brincar contigo...Posso?"
Um texto lindíssimo, como é hábito ali.
Mas, fora de brincadeiras... descobri estes morangos com chocolate na lista dos lidos por lá e ganhei um sorriso do tamanho do mundo!
Obrigada a quem de direito.
A verdade tem de ser dita e os agradecimentos devidamente comunicados ;-)
A primeira vez

Um anúncio publicitário de uma companhia aérea, que costuma passar no canal televisivo de Hong Kong, fantástico (pelo menos para mim, que sempre adorei publicidade) termina com uma pergunta que nos deixa a pensar: quando foi a última vez que experimentou fazer algo pela primeira vez? (as virgens e castas que me desculpem, mas ainda não é hoje que vamos falar de sexo por aqui ;-)
Passei o fim de semana na China, na província de Cantão. Àparte o matar saudades de grandes amigos, o conhecer novas pessoas muito bem dispostas e o divertir-me "à brava", fiz algo que nunca tinha feito.
Vi (e fotografei) este tigre branco - espécie que só existe neste lado do mundo.
Digno de ser visto.
E sabe bem sentir isto - aproveitar o tempo e, mais uma vez, fazer algo, pela primeira vez ;-)
Sexta-feira, Maio 27, 2005
O tempo

O tempo é algo estranho. Ou se calhar, a forma como o sentimos.
Como ontem o senti. Passei 3 horas a vigiar um exame dos meus alunos.
Enquanto os via escrever, consultar legislação, alguns ficar corados do esforço mental, outros lívidos com a falta de estudo, uns a mudarem de posição, outros a roer a caneta, o ruído do virar de páginas, dei por mim a lembrar-me das minhas angústias na faculdade de direito e de como sentia voar o tempo naquelas 3 horas em que tinha de mostrar o que valia em palavras!
E estranhei.
É que, deste lado da "barricada", aquelas mesmas 3 horas são vividas a um ritmo diferente. Chegam a demorar a passar.
Recordo-me de um anúncio da "Swatch" - com uma música dos Midge Ure - que explorava precisamente esta mensagem. Um minuto na vida de certas pessoas, em certas circunstâncias, pode fazer toda a diferença.
Aproveitemos cada minuto, cada segundo, que o tempo vai voando, às vezes sem darmos conta. E mal aproveitado é, simplesmente, um desperdício.
Quinta-feira, Maio 26, 2005
Viagens

Adoro viajar. O ritual de escolher destinos, aprender algo sobre o que me espera, fazer malas (tarefa inglória, pois levo sempre mais do que o indispensável!), bilhete de avião, passaporte com mais um carimbo, levantar vôo (os ouvidos a rebentar), a intragável comida de avião, os companheiros na aventura (desconhecidos que se sentam ao lado nos cada vez mais apertadinhos lugares das companhias aéreas), aterrar (e os ouvidos de novo a fazer das suas) e, finalmente, a chegada.
Uma língua estranha, caras novas, sítios desconhecidos, paisagens nunca vistas, novas maneiras de estar, outras forma de encarar a vida, ritmos diferentes, a gastronomia, os monumentos, a história, enfim... o mundo novo que se nos oferecesse quando viajamos.
Encanto-me neste bulir.
Desde que nasci, tenho dado uns belos passeios - neste aspecto, não me posso queixar. Já pisei 4 continentes e já tive o privilégio de conhecer umas quantas culturas.
Mas há um cantinho deste mundo que guardo em especial: Florença - pela beleza, pelo mistério, pelo que sei que ficou por ver (embora tenha calcorreado mil e um recantos), pela saudade que nasceu desde então.
A cidade é indiscritível. De tanto que tem para oferecer!
Bem dizia a minha mãe... "Florença? É para deixar para o fim! Depois de ali estar, nada se lhe compara!"
Terça-feira, Maio 24, 2005
Momentos

O meu momento do dia favorito é, sem dúvida, o entardecer.
Aquela altura em que o sol se começa a despedir de nós e a noite ainda não chegou. Talvez porque, segundo o que me conta a minha mãe (que eu, confesso, não me lembro de nadinha) a primeira vez que vi a luz do mundo foi às 19h25, há uns bons anos atrás ;-)
Agrada-me a quietude de um fim de tarde, as cores que se vão desenhando no horizonte, a partilha que assistimos entre o sol e a lua, de preferência num céu limpo, onde as estrelas comecem, uma de cada vez, a cintilar.
Agrada-me a quietude de um fim de tarde, as cores que se vão desenhando no horizonte, a partilha que assistimos entre o sol e a lua, de preferência num céu limpo, onde as estrelas comecem, uma de cada vez, a cintilar.
Recebi, há umas semanas, esta fotografia por correio electrónico. Trata-se de um amanhecer no pólo-norte. Desconheço o autor. Guardei-a porque gostei e hoje apetece-me divagar, um pouco, sobre o que me fez recordar.
Tenho momentos assim. Em que gosto de parar e, simplesmente, olhar e observar. Atentar àquela cor, àquela luz, àquele contorno, àquele espelho em que a água se vai tornando.
Dos espectáculos mais bonitos a que assisti nestes meus devaneios de, com calma, ver o que a natureza, pura e dura, nos oferece, guardo dois em particular - e nenhum deles ocorrido ao entardecer.
O primeiro, às primeiras horas da manhã, na Figueira da Foz, onde passei muitos dos meus verões de adolescente. Um pôr-da-lua. Vi uma lua cheia lindíssima a ir, devagarinho, minuto a minuto, desaparecendo num horizonte feito de mar.
O segundo, numa tarde em África, perto de Luanda, num sítio chamado "O morro da Lua", onde me deparei com uma imagem esmagadora da natureza no seu estado mais puro. As cores de terra vermelha, os embondeiros em redor, um mar sem fim à minha frente e nenhuma marca de que o "bicho-homem" tenha algum dia passado por ali.
Tenho momentos assim. Em que gosto de parar e, simplesmente, olhar e observar. Atentar àquela cor, àquela luz, àquele contorno, àquele espelho em que a água se vai tornando.
Dos espectáculos mais bonitos a que assisti nestes meus devaneios de, com calma, ver o que a natureza, pura e dura, nos oferece, guardo dois em particular - e nenhum deles ocorrido ao entardecer.
O primeiro, às primeiras horas da manhã, na Figueira da Foz, onde passei muitos dos meus verões de adolescente. Um pôr-da-lua. Vi uma lua cheia lindíssima a ir, devagarinho, minuto a minuto, desaparecendo num horizonte feito de mar.
O segundo, numa tarde em África, perto de Luanda, num sítio chamado "O morro da Lua", onde me deparei com uma imagem esmagadora da natureza no seu estado mais puro. As cores de terra vermelha, os embondeiros em redor, um mar sem fim à minha frente e nenhuma marca de que o "bicho-homem" tenha algum dia passado por ali.
A Humanidade é estranha. Perante a beleza que nos é, assim, oferecida, tem a capacidade de ser má, cruel, mesquinha, tortuosa.
Que raio de "seres inteligentes" somos nós, que temos este instinto idiota de auto-destruição do habitat e da própria espécie?!
Segunda-feira, Maio 23, 2005
Diários

Sempre adorei papelarias.
As estantes arrumadinhas repletas de cadernos novinhos em folha, imaculados, de estojos, pincéis, blocos, canetas das mais variadas cores, tamanhos e feitios, exercem sobre mim um fascínio inexplicável.
Na minha infância e, sobretudo, ao longo da adolescência (sim, porque se bem se lembram, na adolescência tudo é sentido da forma mais intensa) sempre gostei de ter um ou mais cadernos onde ia guardando o que me dava na gana. Seriam, porventura, os meus diários, embora nunca tenha sido muito fiel à ideia de ali escrever qualquer coisa todos os dias.
Na minha infância e, sobretudo, ao longo da adolescência (sim, porque se bem se lembram, na adolescência tudo é sentido da forma mais intensa) sempre gostei de ter um ou mais cadernos onde ia guardando o que me dava na gana. Seriam, porventura, os meus diários, embora nunca tenha sido muito fiel à ideia de ali escrever qualquer coisa todos os dias.
No início guardavam as minhas paixões assolapadas e tímidas por um qualquer miúdo da escola, depois começaram a receber poemas de que gostava, bilhetes de cinema de filmes que me tocaram, palavras que revelavam um qualquer estado de espírito, desabafos, fotografias, etc.
Sei que ainda hoje guardo esses cadernos, embora desconheça o paradeiro de alguns. Devo-o a esta minha mania de não gostar de deitar os meus papéis para o lixo ;-) E, de facto, é gratificante reencontrá-los por acaso e passar um bocado a rever um pouco daquilo que fui.
Sei que ainda hoje guardo esses cadernos, embora desconheça o paradeiro de alguns. Devo-o a esta minha mania de não gostar de deitar os meus papéis para o lixo ;-) E, de facto, é gratificante reencontrá-los por acaso e passar um bocado a rever um pouco daquilo que fui.
Um ilustre comentário anónimo ao meu post anterior questionava se os blogs não seriam diários dos tempos modernos.
Creio que a resposta será um “nim”.
Há blogs que assumem, de certa forma, essa vertente de relatos do quotidiano, outros que optam pela divulgação/partilha/confronto de ideias, outros ainda que preferem comentar assuntos variados como política, futebol, literatura, fotografia ou arte.
O meu nasceu sem saber o que quer vir a ser quando for “grande”.
Por enquanto é um pouco um desses meus cadernos, agora partilhado.
O porquê dessa partilha? Talvez a necessidade de um estímulo exterior para todos os dias guardar uns minutos e vir aqui escrever qualquer coisa.
Desde que assumi a existência destes Morangos com Chocolate (raio de nome que inventei à pressão…!), dou por mim a prestar atenção a detalhes que, até aqui, desprezava e, mais do que isso, a dar-me conta de ideias, sentimentos, sensações, associações mais variadas que me passam pela cabeça ao longo do dia.
De qualquer modo, mantenho ainda a mania dos meus cadernos escritos. Aqui em Macau são dois – um livro em branco que me foi oferecido, no aeroporto, minutos antes da vinda para este lado do mundo e um livro negro, que descobri numa das muitas papelarias que este bocadinho de território tem.
O que lá deixo é só meu. O que aqui deixo é apenas um bocadinho de mim. Daí, se calhar, a desnecessidade de cadeado ;-) Será, ainda assim, um diário?
Surpresa!
http://blogdasabedoria.blogspot.com/2005/05/doces-da-bzz.html
Um dia importante para o meu "blog-zito"!
Estreou-se na "blogosfera"!
Estou orgulhosa demais para não divulgar o acontecimento ;-)
Domingo, Maio 22, 2005
Sexta-feira, Maio 20, 2005
Saber estar vivo
Ontem, recebi uma notícia que me fez lembrar um texto que escrevi na altura do atentado que, o ano passado, houve em Madrid.
Desta vez, não se trata de nenhum atentado, mas de uma vida humana, que vale por si só. Uma pessoa que me é querida sofreu um Acidente Vascular Cerebral. Felizmente, parece estar bem e a recuperar.
O texto aqui fica, pois sinto exactamente o mesmo.
“Estou impressionada com o atentado que houve em Madrid. Apercebi-me do que se passou pelas 5 da tarde de ontem e, desde então, a imagem daquela gente ensanguentada, desesperada, atarantada, perdida, não me sai da cabeça. E aflige-me ter consciência que o número de vítimas dimensiona o facto em si, pois se o resultado fosse 1 morto e dois feridos já o impacto de tudo isto não me faria, se calhar, estar aqui a desabafar para uma caixa de correio electrónico.
Desta vez, não se trata de nenhum atentado, mas de uma vida humana, que vale por si só. Uma pessoa que me é querida sofreu um Acidente Vascular Cerebral. Felizmente, parece estar bem e a recuperar.
O texto aqui fica, pois sinto exactamente o mesmo.
“Estou impressionada com o atentado que houve em Madrid. Apercebi-me do que se passou pelas 5 da tarde de ontem e, desde então, a imagem daquela gente ensanguentada, desesperada, atarantada, perdida, não me sai da cabeça. E aflige-me ter consciência que o número de vítimas dimensiona o facto em si, pois se o resultado fosse 1 morto e dois feridos já o impacto de tudo isto não me faria, se calhar, estar aqui a desabafar para uma caixa de correio electrónico.
Dá que pensar. Uma vida humana devia ter valor por si só, de tão frágil que é. Já pensaram que muita daquela gente acordou de manhã com o despertador, pensou nos seus problemas quotidianos, preparou-se para mais um dia de trabalho igual a tantos outros e, de repente, sem mais nem menos, tudo deixou de fazer sentido...?
Nós, com a nossa ilusão de imortalidade, esta mania de viver sem saber saborear os bons momentos, sem dar atenção aos detalhes que valem a pena, sem dizermos tudo o que nos vai na alma, por vergonha, receio, ou pela espera do momento certo, devíamos perante tudo isto parar para pensar... e começar a ter respeito pelo facto de estarmos vivos.”
Hoje só me apetece dizer isto. Não nos esqueçamos de viver a vida até ao tutano. Que só temos uma. E a única certeza que ela nos dá é que um dia tem fim.
Hoje só me apetece dizer isto. Não nos esqueçamos de viver a vida até ao tutano. Que só temos uma. E a única certeza que ela nos dá é que um dia tem fim.
Infelizmente, por vezes, quando menos esperamos.
Quinta-feira, Maio 19, 2005
And now for something completely different

Recebi, em tempos, de um grande amigo que tem um sentido de humor fantástico e uma imaginação mais do que fértil, um daqueles testes que, com meia dúzia de perguntas, nos conseguem dizer as coisas mais imbecis como o que fomos noutra encarnação ou qual o desenho animado que se adequa à nossa personalidade.
Este, em particular, conseguia (imaginem!) dizer que bicho seríamos (para quem esteja interessado em obter informação tão preciosa, diga que eu envio o dito ;-)
Fiz o teste e eis que descubro que “sou uma coruja e que se mergulhar dentro do meu interior vou descobrir que tenho sabedoria para o oculto”!!!
Quem poderia, de facto, imaginar…
Tratei logo de comunicar o facto a esse meu amigo, de quem recebo a seguinte resposta (uma relíquia, que ainda hoje guardo): “pronto, tens o futuro assegurado, eu poderei ser o teu agente aqui emPortugal- 5% e é negócio fechado”
E, como bom agente, tratou logo da campanha de marketing:
"O seu malido a tlai com aquela secletalia fedolenta ou hejacula bolinhas de esfelovite? O seu calo empana constantemente? Você não sabe como sailer da listagem de liscos de cledito? Tem achaques, maldições, mau olhado e plemonições? É sonâmbula, esquizoflenica, meditabunda e hipocondlíaca?Tem penhalícios, bicos de papagaio e sofle da coluna? Tem estlias, papos nos olhos e é feia como a melda?
Madame Biatliz é a solução. Madame Biatliz é a sua conselheila, diplomada pelas Taipas Tai Lai Lai, madame Biatliz lesolve todos os seus ploblemas. A salvação está pala o Além. Entlegue o seu Destino nas Mãos de Madame Biatliz. Esqueça as maldições, olhales de cuco e bluxas malecas.Madame Biatliz é Veldade, é Luz, é Destino. Madame Biatliz, vai a casa. Olçamentos glatis.Consultar Madame Biatliz, disse Bush, foi o melhor que fiz."
Logo, por ironia, hoje, num jornal cá da terrinha chamado “Ponto Final”, descubro o seguinte anúncio:
"Espírita Vidente Dona Biatriz
Joga-se búzios, cartas de tarô e bola de cristal, consultas espirituais, conselheira e orientadora, resolve todos os seus problemas de saúde, perda de lucro no comércio e indústria, problemas financeiros e amorosos, traz de volta a pessoa amada, inimigos ocultos, enfermidades, inveja, casamento difícil de realizar, negócios embaraçados, impotência sexual, alcoolismo. Enfim, resolve todos os seus problemas. Ensina-se simpatias para o Amor."
Das duas uma – ou o meu “agente” resolveu passar-me de Madame a Dona ou, José Vítor, temos por cá concorrência feroz! ;-)
Cinema

Há dias em que, sentada no sofa ou numa sala de cinema, dou por mim a rir sozinha ou a chorar, quase sem dar conta. Hoje foi um deles. Sem esperar, sem motivo nenhum, acabei de lavar a alma ao deixar lágrimas e lágrimas correr. Sem saber como e muito menos porquê. Apenas precisei de um pretexto. Foi este filme: "Finding Neverland".
PS - Joãozinho, ainda não foi desta que o post dá para rir ;-)
Quarta-feira, Maio 18, 2005
Música
Ando a tentar descobrir como "musicar" o meu blog. Ainda não consegui. Por enquanto... ;-) que sou teimosa, até ao tutano!
Apesar disso, resolvi hoje deixar aqui algumas palavras de uma música que adoro. Da Maria Rita, filha da Elis Regina, para quem ainda não conheça.
leve na lembrança
a singela melodia que eu fiz
para ti,
ó bem amada
princesa, olhos d'água
menina da lua
Mesmo sem som, é ou não um encanto?
Apesar disso, resolvi hoje deixar aqui algumas palavras de uma música que adoro. Da Maria Rita, filha da Elis Regina, para quem ainda não conheça.
leve na lembrança
a singela melodia que eu fiz
para ti,
ó bem amada
princesa, olhos d'água
menina da lua
Mesmo sem som, é ou não um encanto?
Terça-feira, Maio 17, 2005
Saudades virtuais
Hoje já "bloguei" que chegue.
Aliás, tenho sido fiel a este meu brinquedo todos os dias.
Mas... e comentários??? Poucos, mas bons eu sei... mas apre! Escrevam o que vos der na gana!
Que sinto também aqui a vossa falta!
Aliás, tenho sido fiel a este meu brinquedo todos os dias.
Mas... e comentários??? Poucos, mas bons eu sei... mas apre! Escrevam o que vos der na gana!
Que sinto também aqui a vossa falta!
Alice no País das Maravilhas
Descobri na "blogosfera" (giro como a realidade faz criar palavras. Lá saberia a minha bisavó Rita, que passou os 90 anos e que ainda conheci, o que isto é) mas, dizia eu, descobri neste mundo virtual um texto a que achei alguma piada. Não que concorde com tudinho o que ali está mas achei uma delícia a comparação entre a "blogosfera" e a queda da Alice no País das Maravilhas. Aqui o têm:
in http://followthewhiterabbit.blogspot.com/
in http://followthewhiterabbit.blogspot.com/
Crescer

Uma das tradições lá de casa que a minha mãe instituiu diz respeito aos presentes de natal. Dela já sabemos de antemão que o presente será um livro. Num dos natais de miúda calhou-me na rifa um livro grande, enorme, pesado. Gigantesco. Era o "Toda a Mafalda" ;-)
A capa vermelha e o interior cheiinho de tiras com a Mafalda, o Gui, o Filipe, o Manolo da mercearia e a Suzaninha que queria ser mãe. Devorei-o e reli-o, dias a fio. Ainda hoje me delicio quando me cruzo com ele. Quino, com as suas fantásticas personagens, conseguia passar mensagens enormes em meia dúzia de palavras.
A capa vermelha e o interior cheiinho de tiras com a Mafalda, o Gui, o Filipe, o Manolo da mercearia e a Suzaninha que queria ser mãe. Devorei-o e reli-o, dias a fio. Ainda hoje me delicio quando me cruzo com ele. Quino, com as suas fantásticas personagens, conseguia passar mensagens enormes em meia dúzia de palavras.
Um exemplo.
A idade é algo de tão estranho. Quando somos pequenos e temos a vida inteira pela frente, os "grandes" são algo que julgamos distante e que nada nos diz. À medida que vamos crescendo e começando a chegar à idade dos tais "grandes", vemos que afinal eles, tal como nós "pequenos" naquela altura, também têm as suas inseguranças e os seus medos. E que nem tudo sabem. E que também choram.
Adoro miúdos pela inocência sincera com que dizem o que lhes vai na alma. E adoro velhinhos que tenham sabido manter esse dom. A vida vai-nos moldando, transformando, criando máscaras, amarras, preconceitos. Ainda assim, acredito que podemos guardar sempre em nós alguma da saudável forma de estar, de ver, de viver e de sentir de quando eramos miúdos. Quanto a mim, uma coisa vos garanto! Recuso-me a deixar algum dia de me encantar com aquele meu livro de capa vermelha (e que afinal não é tão gigantesco como na altura me parecia ;-)
Segunda-feira, Maio 16, 2005
Da beleza

O pianista - um filme a não perder.
Chorei que nem uma madalena quando o vi sozinha numa sala de cinema em Lisboa. E guardei-o dentro de mim. O filme é um encanto.
Se calhar, por isso, o actor principal derreteu-me.
Ei-lo.
Eis um homem supostamente feio. Mas que tem o tal "je ne sais quoi"... que o torna lindo de morrer.
A beleza é tão relativa.
Quem a consegue descrever?
Domingo, Maio 15, 2005
Mas é meu e gosto dele
O acontecimento nacional são as águias inchadas que nem pavões e os lagartos chateados que nem perús. Quem é que quer saber de crises orçamentais ou de greves dos guardas florestais?!
O nosso país é um mimo...
Sábado, Maio 14, 2005
Contagens
Mais uma conquista!
Descobri como fazer com que o meu blog tenha um contador de visitantes. Sim, porque ele não há-de ser menos que os outros! Devagarinho, devagarinho.... o brinquedo lá se vai compondo.
E nem ficou muito feiinho, pois não?!
Mas, por falar em contagens, ao ler o blog (sim.... porque eu venho cá todos os dias! Não é como alguns desnaturados que só aparecem quando se lembram ;-) - claro que com isto incremento o número de visitantes, mas isso não interessa nada - eu quero é muitas visitas! - dizia eu, ao ler o blog, descobri que ando muito beijoqueira!
Ele é beijos de agradecimento ao início, ele é beijos com o Doisneau e agora até com o principezinho... ai, ai, ai...
Descobri como fazer com que o meu blog tenha um contador de visitantes. Sim, porque ele não há-de ser menos que os outros! Devagarinho, devagarinho.... o brinquedo lá se vai compondo.
E nem ficou muito feiinho, pois não?!
Mas, por falar em contagens, ao ler o blog (sim.... porque eu venho cá todos os dias! Não é como alguns desnaturados que só aparecem quando se lembram ;-) - claro que com isto incremento o número de visitantes, mas isso não interessa nada - eu quero é muitas visitas! - dizia eu, ao ler o blog, descobri que ando muito beijoqueira!
Ele é beijos de agradecimento ao início, ele é beijos com o Doisneau e agora até com o principezinho... ai, ai, ai...
Sexta-feira, Maio 13, 2005
O que nos torna únicos no mundo

"Por favor. Cativa-me! Disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa nenhuma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? Perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto.
No dia seguinte o principezinho voltou."
Saint-Exupéry, in Le Petit Prince
Esta paciência, este ritual, alimentou aquela amizade.
Enquanto lia esta passagem, entre muitas outras coisas, ouvia a voz do meu pai a dizer "Pode ser fácil fazer amigos. O difícil é mantê-los." Basta, por vezes, um gesto, uma palavra dita no momento certo, um sinal de vida.
Quando vim viver para este lado do planeta temi a distância.
Descobri, porém, que tenho amigos que para mim são únicos no mundo, além de ter feito outros, novos, que se tornaram eternos. Só por isto, toda esta aventura já valeu a pena!
Não há palavras que exprimam o que sinto por cada um de vós.
Aqui fica, para cada uma das pessoas que me tem vindo a cativar ao longo da vida, um beijo do tamanho deste mundo que nos une.
Conquistas
Já repararam como o meu brinquedo virtual está muito mais bonitinho? Com algumas cores novas e até com links para outros blogs! Não há nada melhor que "meter a mão na massa" para ir, aos poucos, desvendando estes pequenos mistérios.
Quinta-feira, Maio 12, 2005
Sonhos
Uma das coisas que me acontece imenso é sonhar. Não me refiro ao sonhar acordada (que também é bom), mas mesmo ao sonhar nos braços do Morfeu.
É estranho como a nossa mente funciona. Quando vim viver para este lado do mundo, no primeiro mês as pessoas e espaços que apareciam nos meus devaneios oníricos encontravam-se a milhas de distância. Acho que era a minha forma de matar as imensas saudades que sinto todos os dias.
A partir de certa altura, fui juntando caras de olhos rasgados e sítios que aqui descobri. E tudo se mistura em cada noite que tenho passado desde então. Misturo pessoas que nunca se viram, algumas que eu nem conheço, por vezes em situações absurdas.
O sonho mais estranho de que me recordo foi há anos e anos - resolvi inventar umas tartarugas que nasciam de ovos e que tinham de ser penduradas por molas da roupa para secar…! Um estendal original, não?!
Li em tempos que sonhamos muito pouco tempo ao longo de uma noite de sono. Pergunto-me porque será que quando acordo tenho sempre a sensação de ter sonhado a noite inteira?!
Quarta-feira, Maio 11, 2005
Partilhas
Antes de mais... Tenho de partilhar esta conquista! Descobri como adcionar fotos ao blog! Para uma ignorante nestas coisas, parece que estou de parabéns!
Isto de alimentar um blog tem a sua piada.. dou por mim a prestar atenção a coisas que me passariam ao lado, não fosse o desejo de as partilhar (sabiam que o Fernando Pessoa gostava de fazer cartas astrais?! - acabei de descobrir há coisa de meia hora num programa na tv).
Numa tentativa de ter alguma ideia sobre o que escrever aqui, dei por mim a pegar em coisas que fui guardando desde que vivo deste lado do mundo (escritas só para mim, num livro em branco que me foi oferecido no aeroporto antes de embarcar) - sabe bem pegar em coisas arrumadas e esquecidas - e dei por mim a perceber como o tempo voa. E como aquilo que vamos sentindo vai variando tanto à medida que os dias, meses e anos vão passando.
E, no meio de tudo isto, importante é aquilo que permanece. O que é incondicional. A família que ali está sempre para nos acolher, os amigos que não mudam.
Embora adore a mudança, gostava que todo o meu mundo permanecesse eterno.
Isto de alimentar um blog tem a sua piada.. dou por mim a prestar atenção a coisas que me passariam ao lado, não fosse o desejo de as partilhar (sabiam que o Fernando Pessoa gostava de fazer cartas astrais?! - acabei de descobrir há coisa de meia hora num programa na tv).
Numa tentativa de ter alguma ideia sobre o que escrever aqui, dei por mim a pegar em coisas que fui guardando desde que vivo deste lado do mundo (escritas só para mim, num livro em branco que me foi oferecido no aeroporto antes de embarcar) - sabe bem pegar em coisas arrumadas e esquecidas - e dei por mim a perceber como o tempo voa. E como aquilo que vamos sentindo vai variando tanto à medida que os dias, meses e anos vão passando.
E, no meio de tudo isto, importante é aquilo que permanece. O que é incondicional. A família que ali está sempre para nos acolher, os amigos que não mudam.
Embora adore a mudança, gostava que todo o meu mundo permanecesse eterno.
Terça-feira, Maio 10, 2005
Beijos feitos de palavras
"Há palavras que nos beijam, como se tivessem boca".
Mal sonhava o O'Neill que me lembrei logo deste poema quando, hoje, fui lendo deliciada cada uma das palavras que me foram escrevendo a propósito deste doce tão atabalhoado que aqui se vai fazendo.
Umas publicadas em comentário, outras mais púdicas só por mim conhecidas, mas todas elas, de uma forma especial, me tocaram e me beijaram como só o carinho dos amigos verdadeiros o pode fazer. Tomara eu, também com aquelas que aqui vou deixando fazer o mesmo por cada um de vós!
Bem-hajam!
Mal sonhava o O'Neill que me lembrei logo deste poema quando, hoje, fui lendo deliciada cada uma das palavras que me foram escrevendo a propósito deste doce tão atabalhoado que aqui se vai fazendo.
Umas publicadas em comentário, outras mais púdicas só por mim conhecidas, mas todas elas, de uma forma especial, me tocaram e me beijaram como só o carinho dos amigos verdadeiros o pode fazer. Tomara eu, também com aquelas que aqui vou deixando fazer o mesmo por cada um de vós!
Bem-hajam!
O barulho da chuva...
O céu desaba em água sobre nós. Parece que a humidade dos últimos dias resolveu tomar forma em enormes gotas de água que caem sem parar. Continuamente.
E este som traz-me à memória uma frase da minha mãe, que nos sabia aconchegar os dias de chuva: "Vamos para a minha cama ouvir o barulho da chuva?".
E como aquele barulho embalava... se calhar também por efeito daquele colo que só as mães sabem dar.
O barulho da chuva tem um encanto, que num aconchego assim o torna único.
E este som traz-me à memória uma frase da minha mãe, que nos sabia aconchegar os dias de chuva: "Vamos para a minha cama ouvir o barulho da chuva?".
E como aquele barulho embalava... se calhar também por efeito daquele colo que só as mães sabem dar.
O barulho da chuva tem um encanto, que num aconchego assim o torna único.
Take 2
Afinal isto dos blogs precisa de alimento... vá lá que o meu, à conta do título que lhe inventei à pressão, não tem passado fome ;-)
Ok. Decidi hoje que vou dedicar-me mais à causa.
Motivo? Acho que a notícia de uma amiga que acabou de criar um ontem. Vou acompanhá-la nesta aventura! Veremos até onde e quando!
Este futuro incógnito é saboroso... E estou certa que vou aprender muito por aqui! Quanto mais não seja, como funciona isto (ex: como adiciono uma foto???)
Este mundo ainda é para mim um enorme mistério!
Ok. Decidi hoje que vou dedicar-me mais à causa.
Motivo? Acho que a notícia de uma amiga que acabou de criar um ontem. Vou acompanhá-la nesta aventura! Veremos até onde e quando!
Este futuro incógnito é saboroso... E estou certa que vou aprender muito por aqui! Quanto mais não seja, como funciona isto (ex: como adiciono uma foto???)
Este mundo ainda é para mim um enorme mistério!
Segunda-feira, Maio 02, 2005
Take 1
Ok... parece que acabei de criar um blog.
Isto exige coragem! Não só pelo facto das palavras nos revelarem (a cada um à sua maneira), mas sobretudo porque, até aqui chegar, foram necessárias 3 tentativas na net... ou era o nome que já existia ou o template que não servia... enfim. Parece que venci o bicho!
Por enquanto é um brinquedo só meu. Não partilhado.
Vamos ver até onde vai esta minha coragem virtual!
NB - O nome nem sequer me diz muito. Adoro morangos. Chocolate tem dias. Mas, conjugados aqui... souberam-me bem!






