
"Nunca dejes de sonreír, ni siquiera cuando estes triste, porque nunca sabes quien se puede enamorar de tu sonrisa"
Gabriel Garcia Marquez
Tenho tido uns dias complicados e o tempo para parar, poisar e pensar não tem sido muito
Isto, aliado ao facto de andar com umas insónias, que me fazem despertar às seis da matina e me provocam uma sensação de “zombie” terrível (como se visse o que nos rodeia e não fizesse parte do cenário), acabou por me provocar um interregno fortuito aqui nos morangos.
(Confesso que a vontade de escrever, quando assim estou, não é muita, pois sei que sairá “lamechada” de certeza)
Hoje, porém, dois factos merecem registo.
Ambos me fizeram parar, poisar, pensar e me trouxeram umas lágrimas doces aos olhos.
O primeiro foi uma encomenda enviada pela minha mãe, que sabia serem livros (sempre que há aniversário ou natal lá em casa, sabemos todos que dela receberemos livros). Normalmente, o pacote é aberto, os livros colocados no sítio para serem lidos (a mesa de cabeceira) e pronto. Hoje, porém, vinha a acompanhá-los um envelope. Abri-o sentada no carro, estacionado em frente da estação dos correios.
“Para que saibas que jamais me esquecerei do dia em que, pela primeira vez, vi alguém que já conhecia há muito tempo atrás” – 5 de Outubro de 2005.
Chorei. Ali. Logo. Sentada no carro, pelas duas da tarde, aquelas palavras chegaram-me ao coração.
O segundo foi um mail com um ficheiro em powerpoint enviado por uma amiga que me conhece muito, muito bem (e que sabia, tenho a certeza, que iria gostar de o ler, mesmo já sendo por todos conhecido) – trata-se de um texto do Gabriel Garcia Marquez acompanhado com pinturas do Picasso.
Mais uma vez, ao lê-lo, no gabinete da faculdade, prestes a ir dar mais uma aula, parei, poisei e uma doce tristeza fez-me sorrir.
Obrigada por existirem na minha vida.
E, sobretudo, por se fazerem sentir, cada uma à sua maneira, mesmo estando tão longe.
PS 1 – Finalmente, o blog está “musicado”. Esta que toca hoje é do José Padilla, de um dos Café del Mar. A partir de agora vou retirar o arranque automático – quem quiser ouvir o som que me vai acompanhando cada momento só tem de carregar no play ;-)
PS 2 – Um esclarecimento é devido. Quem no post anterior assinou em meu nome (desconfio que és tu, José Vítor!!!) enganou-se redondamente… - que no dia em que fiz anos não houve festa, pois aqui trabalha-se!