Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

E contra factos, não há argumentos


31 de Janeiro.
Eis que o primeiro mês do ano chega ao fim.
Não há dúvida.
Confirmo com conhecimento de causa.
"Time flies when you're having fun" ;-)

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Sonhos

Dizem que o sonho "comanda a vida".
Verdade ou não, o facto é que sempre fui criatura de muito sonhar.
Quando dormida, a minha actividade onírica é intensa (e "surrealista", por vezes) e, mesmo desperta, desde que me conheço como gente, sempre sonhei.
Pois bem. Aqui por estas bandas chegou a hora de me entregar nos braços de um tal Morfeu. Para quem não saiba Morfeu (palavra grega, cujo significado é "aquele que forma, que molda") é o principal deus dos sonhos. Morfeu tem a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada.
Enfim... vejamos o que a noite e o dito me reservam ;-)

Domingo, Janeiro 28, 2007

Sentires

Os dias de hoje obrigam-nos a um viver "a mil-à-hora".
A rotina diária, o trabalho, os afazeres, as preocupações e afins fazem-nos andar sempre apressados. Ansiosos pelo minuto seguinte, sem tempo para coisa nenhuma.

Uma das consequências imediatas deste facto é que, facilmente, nos esquecemos de apreciar o mundo que nos rodeia. As imagens que a retina nos filtra são ignoradas, os sabores engolidos sem ser apreciados, os sons só incomodam e o tacto, esse então, é sentido ao qual não ligamos pevide.

Pois, hoje, foi dia em que tal não me sucedeu.

Acordei com um domingo solarengo. Tomei um banho quente e resolvi vestir um pijama de seda. O toque, a leveza, a suavidade, o aconchego... despertaram-me o espírito. O "tacto" recebeu a minha atenção. Preparei depois um bom café e duas torradas. Sentei-me no sofá, ao som da Nina Simone, e saboreei tudo isto.

"Olfacto", "paladar" e "audição" conjugados em harmonia.

A "visão", essa, infelizmente teve de se ocupar com exames para corrigir.
Que dizer...?
Enfim. Que nada é perfeito!

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Home, sweet home


"Casa" é o sítio onde nos sentimos confortáveis.
Uma mudança de "casa" implica trabalho, não só pelo empacotar e desempacotar inerentes, mas sobretudo porque exige uma nova conquista do espaço envolvente, de modo a garantir a manutenção desse conforto. Expatriados, como eu, aprendem a "construir" uma casa do nada em pouco tempo e a tornar confortável e acolhedor locais que, a olho nú, se afiguram inóspitos ao mais comum dos mortais.
Ora, se há experiência que ganhei estes últimos anos foi esta mesmo: mudar de casa.
Desde que cheguei já fiz de vários sítios a "minha" casa, embora, em bom rigor, tais casas nunca chegaram a ser verdadeiramente "minhas", pois sempre as habitei como mera arrendatária das ditas.
O status quo actual é exactamente este: tenho por cá a "minha" casa, o meu cantinho, o sítio onde calço as pantufas e me aconchego no sofá ao som de boa música e na companhia de um bom livro, embora não seja proprietária da mesma (antes fosse, que da maneira que o mercado imobiliário anda por estas bandas, o melhor mesmo é ser o landlord, mas adiante ;-)
Ontem, eis que me toca o telefone. O meu senhorio. Chinês de Hong Kong, encontrava-se, por acaso, em Macau e gostava de me conhecer (!). Compromissos mútos acabaram por impedir o encontro, mas tal não o impediu de me enviar um email, que tomo a liberdade de transcrever, pois considero um daqueles "mimos" que esta terra nos reserva. Aqui fica.
Hi, how are you?
I am (...), the landlord of (...).
I was very pleased to speak to you on the phone yesterday.
What I would like to do was to say "Hello" and to ensure that everything is in order.
I hope that we can meet and have a cup of tea together when I am in Macau next time.
I will surely let you know well in advance.
Anyway, you can reach me by email (...) or my mobile (...).
Please do keep in touch.
All the Best!

PS: I really appreciate your on time payment of the rent, thanks!
Agora digam-me lá... É ou não um requinte?! ;-)

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

:-)

Este blog foi criado a segunda-feira, dia 2 de Maio de 2005.
(uiii... como o tempo voa!)
Na altura, quando me resolvi aventurar pela blogosfera, não sabia o que me esperava. Pois, nada como experimentar.

Um post seguido do outro e devagarinho lá fui conquistando o meu espaço neste mundo virtual.
Desde então, comentei, fui comentada, fiz amigos, conhecidos virtuais, já conquistei os meus "5 minutos de fama" quando citada pelo tal Merkl, tenho posts publicados num jornal aqui do burgo todas as sextas-feiras e, mais importante que tudo isto, os morangos têm sido a forma de amigos longínquos irem acompanhando as minhas des-venturas.

Mas a coisa não se fica por aqui... Sim, porque estes meus morangos têm muito que se lhe diga!
Não param de me surpreender!


Querem crer que, hoje, na mailbox aqui do "barraco" me aguardava uma mensagem de um colega de faculdade, grande amigo, cujo rasto perdera desde então?!
Segundo percebi, ele encontrou, por um acaso, um amigo e colega comum que lhe terá dito que a melhor maneira de saber de mim seria ir visitando o meu blog.
E eis que, aquele que me epitetava de Aurora da Liberdade, dada a data em que resolvi vir ao mundo, surge assim. Do nada.
E ainda bem!


Sim, porque os amigos, os verdadeiros, são eternos. Não se perdem.
E, confirma-se... não há tempo nem distância que os consiga separar!

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Balanço e somatório


"Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." (Charles Chaplin)

Pois é. A vida, por vezes, faz-nos cruzar com pessoas bonitas. Genuínas. Que merecem a pena.

A fotografia que, hoje, ilustra o post foi-me oferecida num Natal já longínquo, depois de um almoço eternecedor. Diz-me muito.

É obra de uma dessas pessoas. Um amigo que transporto no coração a cada passo que dou.

A amizade não precisa de ser justificada. Existe. E basta.

Mas, para que me entendam, aqui ficam palavras dele:

"Tenho a convicção que todos somos um somatório daquilo que nos rodeia. Das cores que vimos, dos aromas, dos sons, dos paladares que sentimos. Assim também, feitos dos registos do que nos impressiona. Melhor ou pior, mas sempre, que nada nos fique indiferente."

Agora, digam-me. É ou não um privilégio cruzarmo-nos na vida com pessoas assim?!

PS - Ontem a saudade chegou, Miguel. E se somos, como dizes, um somatório do que nos rodeia, ainda bem que te conheci. Fiquei mais bonita, assim :-)

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

Envelhecer na China... porque não?!



Hoje, por ocasião de uma festinha de aniversário com direito a bolo, velas e os "Parabéns" entoados em português e em cantonense, comme il faut, acabei por testemunhar algo que guardei para a partilha nocturna aqui nos morangos.

Um pratinho calórico, cujo conteúdo era uma fatia do dito bolo, foi oferecido à aniversariante. Ela, simpaticamente, resolveu oferecê-lo ao conviva que se encontrava a seu lado (um chinês amoroso, que fala português), cuja reacção imediata foi: "Não. Primeiro a velha."
Eu estava ali por perto e ao ouvir isto, por momentos, estarreci.
Entre nós, afirmação deste calibre dito a uma senhora ganharia honras de quase-insulto. Não esqueçamos, porém, o facto de que nos encontrarmos na China. Aqui, a velhice é um posto e o respeito pelos mais velhos um sinal de gentileza. Chamar "velho" alguém é um cumprimento.
Ela, apercebendo-se do facto, e, como ensina o velho ditado, "em Roma, sê Romano", com uma sensibilidade extrema tratou de, com uma boa gargalhada, sair-se com o já aqui famoso, de tão citado, mo'mentai!
Ora, se o envelhecer é algo de que não temos forma de fugir, aqui o burgo reserva-nos "honras" apetecíveis, quanto mais não seja a de termos direito à primeira fatia de bolo ;-)
PS - Não sei se repararam, mas o problema dos acentos já está resolvido. Mãezocas, prova superada!

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Fresh crisis

Este fim-de-semana resolvi-me tornar-me a feliz proprietaria de um labtop novinho em folha
Hoje, a boa da Bzz decide dar conta do feito aqui no "barraco", e... eis que descubro que nao consigo acentuar!
Ora,ontem fui acusada pela progenitora/censora aqui dos morangos de que o meu portugues anda a piorar, talvez por defeito profissional. Para nao a assustar mais do que o devido aqui fica o alerta - a ausencia de acentos "is not my fault, ok?" ;-)
"To be mature means to face, and not evade, every fresh crisis that comes" (Fritz Kunkel)
Raios! Neste momento so me apetece mandar a maturidade as urtigas...

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Amor paterno


Selma Ottilia Lovisa Lagerlöf.
Escritora sueca, nascida em 1858 e que, em 1909 recebeu o Prémio Nobel da Literatura.
Conhecida pela sua "maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia", é também autora de um dos livros que fizeram as minhas delícias nestas férias: "O Imperador de Portugal". Este narra a forma como o coração aparentemente gelado de um homem se derrete como manteiga quando nasce a sua filha. Entre Jan e Clara Bela desenvolve-se ao longo de cada página uma relação de amor única, descrita de forma comovente.

Ironia do destino. Lá em casa, as únicas pessoas que já leram o livro foram o meu pai e eu ;-)

PS - A imagem que ilustra o post de hoje é a de Selma Lagerlöf, pintada por Carl Larsson.

Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

Not my fault...

Nunca soube fazer malas. Ou melhor, só as sei fazer bem demais.
Sempre que me desloco, faço questão de ir sempre precavida para qualquer ocasião ou estado meteorológico. We never know...
Este seria um bom princípio se não implicasse kilos de tralha, que pesam chumbo e que, quando carregadas pela minha pessoa, têm como resultado imediato um arrependimento absoluto e a mal-dissência da minha vida.
Exemplo? Um belo dia em que desembarquei em Boracay (um destino fantástico nas Filipinas, que aconselho vivamente) e em que a única saída possível do barco que nos transportou era descalçar os sapatos, arregaçar as calças, meter os pés na água e carregar a mala em peso de braços no ar, qual Camões a salvar os seus Lusíadas.
Ora, quem me conhece sabe que a minha estatura e estrutura tornam impossível a tarefa de "alombar" com uma mala de 30 kilos. Na altura, a coisa resolveu-se com uns paquetes do hotel que, além de carregar a mala em peso, me "carregaram" a mim também.
Ontem, porém, de regresso aqui ao burgo, não havia paquetes por perto e perante mim apenas uma escadaria imensa...
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Eis senão quando, saído do nada, um polícia chinês, a falar um português perfeito, a oferecer-se para me carregar a bagagem.
Perfect!
É por estas e outras que não há meio de aprender a viajar com o mínimo indispensável.
Sei lá;-)